Noemi

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Viver nem sempre é fácil ou tranquilo. A vida, como em um jogo, apresenta etapas a serem vencidas, com acontecimentos por vezes simples e em outros momentos, mais complexos. Atitudes necessitam ser tomadas para que as etapas sejam ultrapassadas. Essas atitudes são embasadas nas competências adquiridas ao longo caminhada. Então basta dar um “start”, e a imaginação com a tecnologia permitirão brincar no jogo da vida.
Ao começar um jogo o jogador tem poucas competências e por esta razão as primeiras etapas são mais simples, “mais fáceis”. Inicia o jogo tentando compreendê-lo, buscando seu objetivo por tentativa e erro, para então, ao entendê-lo e desenvolvidas as competências necessárias, passar de fase. Quando consegue, fica feliz pela etapa vencida e segue em frente desafiando a si mesmo, sabendo que a próxima etapa será mais “difícil” e não desiste. Confiante pelas competências adquiridas e o desejo de vencer vai adiante recorrendo às aprendizagens anteriores, enfrentando as novas tarefas, que muitas vezes continuam sendo tomadas por tentativas e erros até que novos aprendizados levem a novas competências.
No Jogo da Vida é importante entender que jogo se está jogando e ter a consciência de onde se está e para onde se vai, enfrentando os desafios inerentes ao ciclo vital. Na tenra idade se tem muitos desafios desde ficar em pé, locomover-se, falar, mas se está protegido e com amparo de adultos, que supostamente nutrem afetos positivos e incentivam o seu passar de fase liberando para a fase seguinte. Vencida esta etapa inicial, vem a fase da socialização com o ingresso na escola. Nesta etapa novos desafios em grupos com pouco mais de complexidade. Aqui se faz necessário desenvolver a competência de compreender que existe outras pessoas bem diferente, com costumes e valores distintos dos seus, com atitudes variadas, agressivas ou carinhosas, amigos ou inimigos. Novas competências são necessárias, pois o jogo continua e sobreviver é preciso. Depois surge a necessidade da escolha profissional, escolha amorosa, separação dos pais para que ocorra a própria construção do ser e o jogo fica ainda mais complexo. Surgem novas ideologias que entram em choque com as que viveu em casa. É necessário desenvolver o senso crítico, tomar atitudes, a tensão aumenta, os caminhos são muitos, e as dúvidas angustiam. Por onde seguir? Busca-se informações e se arrisca ou fecha-se naquilo que melhor convém, com menos riscos? Isso vai depender de quanto o jogador é curioso ou competitivo, ou de querer se destacar ou deixar a vida levar. No entanto, não dá para parar no meio do jogo e a próxima fase traz novos desafios: vida profissional, casamento, filhos, vida econômica, etc., novas competências são exigidas e aprender o jogo é emocionante, mas também cansativo, tenso e mais do que difícil, é muito complexo. Sobretudo, o objetivo do jogo é ultrapassar todas as etapas e saber que no meio do caminho existirão obstáculos, “monstros”, “fantasmas”, “chefões” que necessitam ser decifrados e vencidos.
Como cada um tem a sua grandeza de mundo interno e a complexidade do seu existir, frequentemente necessita de momentos de parada para examinar o jogo, descobrir e escolher melhor as ferramentas e truques que pode utilizar. Assim sendo, os psicólogos possuem a bonita função de estar ao lado de tantas pessoas que buscam compreender e aceitar o desafio de seguir adiante, superando cada fase até encontrar a alegria de jogar desenvolvendo as competências necessárias, curtindo o “Jogo da Vida”!

NOEMI CAPPELLESSO FINKLER - Psicóloga – CRP - 08/03539

ELISA MARA RIBEIRO DA SILVA - Psicóloga – CRP - 08/03543

 

QUANDO A DOR NECESSÁRIA É IMPEDIDA, A FRAGILIDADE SE INSTALA

O tema que trazemos hoje para reflexão, prezado leitor, surgiu num dia de trabalho em uma empresa. Falávamos das dificuldades, na atualidade, das pessoas enfrentar o desconforto e exigências do mundo. Percebe-se que quando o esperado, no mundo pessoal ou do trabalho, não acontece, muitos se desestruturam, isto porque o tropeço não é visto como parte do processo de crescimento. Nos dias atuais é comum a busca de alívio imediato com o entendimento de que “a dor vai passar quando o remédio for aplicado”. Porém, mais do que livrar-se da dor é importante entendê-la, ela tem um significado no processo de amadurecimento, não a sentir é deixar de vivenciar o aprendizado.

Naquele dia de trabalho foi relembrado o “Merthiolate”. Que há gerações atrás, quando as crianças se machucavam, ralavam a pele, usava-se o “Merthiolate” sobre o ferimento, e ardia, como ardia... Na época, os pais colocavam o medicamento e sopravam para diminuir os efeitos ruins. As crianças as vezes fugiam ou choravam, pois sabiam que a dor do remédio era maior que a do próprio ferimento. Já os pais sabiam qual era o objetivo, sarar, e para isso teriam que deixar seus filhos passarem por aquela dor, talvez até maior. Pois bem, a indústria farmacêutica inventou uma medicação sem o efeito da ardência. De maneira metafórica, olhamos as atitudes dos pais na atualidade que impedem a ardência da vida de seus filhos, deixando tudo muito fácil e sem dor. Eles não percebem, no entanto, que desta forma também impedem seus filhos de lidar com coisas desagradáveis, uma vez que isto requer suportar o que muitas vezes não vem tão docemente quanto gostariam. Então que filhos estão criando para o mundo? Como estão preparando as gerações futuras para enfrentar crises econômicas, pressões no trabalho, problemas familiares, perdas físicas e emocionais? Sabemos que há “remédio” para qualquer dor, entretanto as vezes demora, ou não traz a resposta desejada. O “remédio” pode ser a análise do problema, a busca de outras possibilidades, uma dor momentânea para um equilíbrio posterior. E ainda, há momentos que precisamos contar com o auxílio de pessoas que nos são caras para que, como aqueles pais, soprem sobre nosso machucado diminuindo a ardência para encontrarmos um outro jeito de encarar o que aconteceu.
Receber a dor, o desconforto, o problema como uma oportunidade de fortalecer-se é necessário, visto que tornar-se forte para enfrentar as adversidades requer um aprendizado constante. Para que se aprenda encarar os problemas organizacionais, analisar, encontrar soluções, promovendo o crescimento, pode-se buscar o auxílio de algum membro da equipe de trabalho o qual se confia para pensar junto. No entanto, quando a dor vem de conteúdos emocionais de sua vida, o “sopro” precisa ser mais especializado, para que não “contamine” e traga outras dores. O Psicólogo clínico, com seus métodos e técnicas, administra o “Merthiolate”, bem como o sopro para que doa menos. Enxergar a si mesmo faz doer, mas também permite que a pessoa se fortaleça para os novos arranhões da vida, até porque não há como não nos machucarmos eventualmente.

Psicóloga - Terapeuta Familiar e de Casal
Noemi Paulina Cappellesso Finkler Noemi
CRP 08/03539

Psicóloga - Terapeuta Familiar e de Casal
Elisa Mara Ribeiro da Silva
CRP 08/03543

Em nosso mundo atual, onde a tecnologia é um fato, as mudanças são constantes, o mundo globalizado nos informa sobre tudo que acontece e o tempo parece escasso, as mudanças são constantes e tudo parece ser efêmero. As pessoas têm dificuldades de sentir ou de se frustrar tentando demasiadamente encontrar algo que lhes alivie a dor e/ou as angustias que tanto as aflige. Não que devemos buscar a dor, mas devemos sim entender que ela é uma manifestação de algo que precisa ser visto, entendido e redefinido. Mas como o tempo urge e as relações se tornaram superficiais a busca é de algo mágico e imediato: “um remédio instantâneo”. Com isso surgem pessoas que apresentam técnicas e intervenções que visam minimizar a dor emocional e ou reestabelecer o equilíbrio nas relações sejam elas emocionais ou familiares, com a mesma superficialidade e efemeridade do mundo que se apresenta. Estas técnicas e intervenções apesar de estarem muitas vezes presentes em abordagens psicológicas, não fazem parte do arsenal terapêutico do psicólogo. Muitos não entendem o porquê, ou ainda acreditam que os psicólogos estão perdendo espaço ou a oportunidade de usar estas técnicas. Neste dia 27 de agosto a profissão de psicólogo comemora 55 anos no Brasil, e aproveitamos esta data para explanar acerca de nossa profissão, esclarecendo o que fazemos e porque não usamos tais intervenções.

A psicologia surge como ciência no século XIX a partir de sua desvinculação da filosofia. A partir de seu reconhecimento no meio científico vem evoluindo e se construindo até os dias atuais. No Brasil, a Psicologia foi instituída pela Lei N° 4.119, em 27 de agosto de 1962 e após o reconhecimento da profissão o Decreto nº 53. 464, de 21 de janeiro de 1964, passou a regulamentar e disciplinar o funcionamento dos cursos de psicologia no país. Sabemos que não é somente por leis que se expande e desenvolve uma profissão, se não por força, luta e esforços de profissionais atuantes. Hoje muitos são os cursos distribuídos em nosso estado e em todo país formando profissionais de grande valor.
Portanto, a Psicologia é uma ciência reconhecida e estruturada que estuda e analisa os processos intrapessoais (do ser humano consigo mesmo) e interpessoais (do ser humano com os demais), possibilitando a compreensão do comportamento humano individual e de grupo, por meio de instituições de diversas naturezas. Contudo, por se tratar de um conhecimento que está ligado ao estudo do próprio ser humano, o que se percebe é o grande interesse que envolve as pessoas de modo geral. Entendemos que o acesso à informação disseminou diversas áreas de conhecimento do comportamento humano, no entanto é o Psicólogo que está eticamente comprometido com sua profissão, bem como com a aplicação dos conhecimentos e instrumentos desta. E é esse comprometimento ético que impede o psicólogo de expor seu paciente e suas dores, não permitindo que pessoas sem a qualificação adequada possa dizer de forma tão taxativa as causas e os culpados de suas angústias, mesmo porque não há de se falar de causalidades, mas sim da complexidade do ser e de suas relações. Os profissionais da Psicologia têm o compromisso de zelar por sua profissão e pelo respeito ao ser humano, bem como o dever ético e moral de se posicionar neste contexto tão conturbado da sociedade atual.
Diante do exposto, é importante que o psicólogo diga quem ele é, o que faz, e como faz, para poder continuar contribuindo para minimizar o sofrimento humano. Somos profissionais da ciência, buscamos o bem-estar do ser humano e da sociedade, por meio de técnicas e procedimentos reconhecidos pela ciência psicológica, zelando pela ética e pela profissão de psicólogo. Assim, podemos dizer que de acordo com o ditado popular: “de médico e louco, todos nós temos um pouco”, mas hoje em dia podemos acrescentar a este que “de psicólogo, médico e louco, todos nós temos um pouco!” Porém, quando se trata de atuação profissional da PSICOLOGIA, SOMENTE O PSICÓLOGO ESTÁ APTO para fazê-lo.

Psicóloga - Terapeuta Familiar e de Casal
Noemi Paulina Cappellesso Finkler Noemi
CRP 08/03539

Psicóloga - Terapeuta Familiar e de Casal
Elisa Mara Ribeiro da Silva
CRP 08/03543

Vamos começar nosso texto com um pensamento de Nietzsche, influente filósofo alemão do século XIX, pois nos dá a dimensão de um momento necessário para o encontro da missão e de si mesmo: “Daquilo que sabes conhecer e medir, é preciso que te despeças, pelo menos por um tempo. Somente depois de teres deixado a cidade, verás a que altura suas torres se elevam acima das casas”.

Nesses meses que antecede a troca de jovens no intercâmbio de Rotary, onde jovens de 15 a 17 anos, se preparam para partir e outros retornar do ano vivido em outros países, muitas emoções estão sendo vividas pelos jovens, amigos e familiares.
Os que voltam e que por um tempo se despediram do que julgavam conhecer, vivem um misto de saudades de sua casa e de seu país de origem, saudades esta que só sente quem esteve por um tempo significativo fora de sua terra. E desejo de ficar no país que lhe acolheu e passa a ser sua segunda pátria, pois esta ficará dentro de si para sempre, e os amigos que lá fez, de todas as partes do mundo, serão amigos que poderá contar para a missão de buscar a Paz Mundial, objetivo maior do Rotary e do intercâmbio.
Os que partem, vivem sentimentos contraditórios, de misto de certeza e incerteza, de medo e desejo de ir, surpresa e insegurança do que irão encontrar. Como será a experiência de viver com uma família que nunca viu, com irmãos e pais que irá conhecer a partir do momento que lá chegar? As emoções vividas pelos intercambistas, amigos e familiares brotam todos os dias e viver esse momento faz parte do crescimento e da missão neste mundo.
As relações afetivas se iniciam quando os familiares recebem o “Application“ com as informações do jovem. As famílias começam a se conhecer e criar dentro de si a expectativa de como será este novo filho. Quais seus interesses? Como lidar com as emoções de estar longe? E o relacionamento vai se construindo dia a dia, como uma rede de pessoas se emaranhando e aprendendo umas com as outras, com seus costumes, línguas e valores, pois quem envia um filho para uma nação recebe um de outra e assim a mesma experiência que seu filho está vivendo, a família vive com o filho que recebe. Como é rica a experiência que este programa de Rotary proporciona. Como é nobre a missão desses jovens pelo mundo. Como é intenso o que viverão dentro de si: uma revolução que jamais aconteceria estando somente na casa de seus pais.
Embaixadores pela PAZ, nossa admiração e nossa esperança de estarem contribuindo para um mundo melhor, com compreensão e Paz entre os povos. Queremos lhes homenagear parafraseando o que sonhava John Lennon: “Imagine não existir países, não é difícil imaginar. Nenhum motivo para matar ou morrer, e nenhuma religião também. Imagine os povos vivendo a vida em Paz. Você pode dizer que sou um sonhador, mas não sou o único. Tenho a esperança de que um dia você se junte a nós e o mundo será como um só”.
A missão de vida exige sacrifícios, mas que possamos imaginá-la sem nos sacrificarmos e assim conseguir um mundo melhor e não pararmos de sonhar!

Psicóloga - Terapeuta Familiar e de Casal
Noemi Paulina Cappellesso Finkler Noemi
CRP 08/03539

Psicóloga - Terapeuta Familiar e de Casal
Elisa Mara Ribeiro da Silva
CRP 08/03543

No dia 12 de Junho se comemora no Brasil o Dia dos Namorados. É um dia que se celebra o amor dos enamorados e atualmente tem-se o hábito de presentear a pessoa amada ou fazer uma programação especial. Mas será que sempre foi assim? A escritora Mary Del Priore em seu livro “História do Amor no Brasil”, faz um resgate traçando um perfil dos amores, desde que o Brasil era colônia de Portugal, até os dias de hoje. Pergunta-se então: o que é o amor? Sentimento imutável ao longo da história ou manifestações vinculada ao seu tempo? As pessoas namoram e se beijam hoje da mesma forma que faziam durante o período colonial? O que é permitido e aceito nos relacionamentos em nome do amor?

Parece que o conceito de amor e a forma de relacionamento amoroso se modifica através dos tempos, e isso acontece de acordo com a transformação social e o papel esperado de homem, de mulher e da relação de poder que se estabelece. O vínculo amoroso que antes existia entre os amantes e se mantinha ao longo do tempo estruturava-se pelo poder do mais forte sobre o mais fraco. Este criava uma forte dependência econômica a qual embasava a estrutura familiar, com consequente impossibilidade de rompimento, logo nem sempre o amor estava em primeiro plano. A ideia de que quando as pessoas se unem viram uma só, vivenciada historicamente desde o Brasil Colônia, compreende a ideia que o casamento deve ser realizado por pessoas da mesma classe social, da mesma cultura, com os mesmos valores e costumes. Com isso a escolha do cônjuge era uma escolha que ia além do indivíduo, envolvia as famílias. Com o passar dos tempos, a inserção das mulheres no mundo do trabalho, na participação política e social do país faz com que ambos passem a se comprometer com relação e traz um novo vivenciar o amor e conceitos surgem no lugar do “para sempre“.
Com as mudanças sociais e cultural, o que se vê é a busca da individualidade, e assim, juntos ou separados as pessoas querem continuar inteiras. Hoje é respeitada a escolha dos enamorados, e os relacionamentos passam a acontecer com pessoas muito diferentes entre si. Não dá para negar isso aumentou a complexidade do relacionamento. E ainda, cada um dos envolvidos almeja sua própria satisfação no relacionamento e pela efemeridade do mundo atual, esta satisfação deve ser imediata. Diante disso, muitas vezes o relacionamento nem chega a se efetivar em virtude da idealização do outro e consequente incapacidade de enfrentar a frustração da desidealização pela realidade, além da dificuldade de ultrapassar os frágeis momentos do convívio cotidiano fazendo com que se desista do investimento necessário e se persiga um novo relacionamento idealizado.
A busca do amor tem sido uma busca frenética de satisfação total e desilusões constantes, separações e recasamentos, que em nossos consultórios se apresentam com a fala: “se eu tivesse buscado ajuda profissional no primeiro relacionamento, não estaria tentando e tentando encontrar alguém para conviver e ser feliz”.
Neste mês que se comemora o Dia dos Namorados, desafiamos cada um a tentar, em nome do amor, olhar para aquele que está a seu lado como alguém que tem qualidades, defeitos e fragilidades. E para o relacionamento, como um universo a ser explorado juntos com mudanças que acontecerão em cada um, e ainda, entender que esta pessoa tão diferente veio ajudar em seu crescimento. Ame a pessoa do jeito que ela é, e se for preciso entender porque estão juntos, busque ajuda de um profissional que possa lhe mostrar o amor que permite crescimento e respeito, pois se mesmo assim decidirem um outro caminho é porque até então cumpriram a missão um com o outro.

Psicóloga - Terapeuta Familiar e de Casal
Noemi Paulina Cappellesso Finkler Noemi
CRP 08/03539

Psicóloga - Terapeuta Familiar e de Casal
Elisa Mara Ribeiro da Silva
CRP 08/03543

A sociedade como um todo é feita de pessoas diferentes em suas competências, necessidades, desejos e visão de mundo. Essas pessoas participam de vários sistemas e carregam em si sua cultura, seus valores, e em sua existência desejam contribuir para a construção da sociedade, mas nem sempre sabem como ou onde podem estar para que isso aconteça. As empresas também carregam seus sonhos de existir e permanecer contribuindo para o desenvolvimento da sociedade, sendo úteis no seu existir e na produção de bens e serviços, para isso precisam de pessoas com competências para desenvolver as mais diversas atividades que em sincronia uma com as outras criam o sistema organizacional.

Para que seja possível este encontro de pessoas e organização se faz necessário, por meio de técnicas e estudos desenvolvidos por profissional competente, promover o conhecimento tanto da empresa que necessita de colaborador, quanto da pessoa que busca um espaço ocupacional para agregar valor a uma organização.
A Psicologia Organizacional se propõe a ser uma via possível para que isso aconteça, pois, ao selecionar, o psicólogo busca conhecer a Empresa em sua missão, visão e valores, bem como em contato com potencias existente no mercado, identificar aquele que possui as competências necessárias para que a organização possa cumprir a missão de seu existir. Conhecendo aquele talento e analisando junto a ele quais seus desejos, necessidades, valores, visão de mundo e as competências que possui para fazer cumprir esses anseios, ou ainda, o que precisa desenvolver por meio de formações ou qualificações indicadas, com certeza diante deste entendimento essa pessoa irá se empenhar e dedicar em suas atividades para sua satisfação profissional.
Sabe-se que pessoas que trabalham desconectadas do que acreditam ou priorizam na vida são mais propensas a adoecer, e com isso adoecem também as organizações. Quem já não trabalhou ao lado de pessoa que ao receber um projeto novo diz logo que não vai dar certo? Ou não dão a importância e estudo aprofundados necessários ao que lhe é proposto? Ou ainda, muitas vezes sabotam o projeto fazendo mal o que lhe é determinado? É comum escutarmos pessoas nas organizações relatando tais fatos. Nesse sentido, o processo de seleção visa minimizar estas questões, fazendo uma aproximação de pessoas e organizações que possam caminhar com suas missões visões e valores sincronizados.
O investimento feito em seleção por profissionais qualificados se torna imensamente lucrativo tanto para empresa, quanto para as pessoas, pois embora vivemos em um “mundo de descartáveis”, as organizações precisam de “pessoas duráveis” e de continuidade, e as pessoas precisam traçar e seguir um caminho que traga satisfação e bem-estar.
Portanto, acreditamos que empresa que seleciona contribui para um mundo melhor, pois embora conflitos e dificuldades surjam ao longo do caminho a empresa sabe com quem pode contar, e as pessoas, reconhecendo a oportunidade e respeito que lhe dado, certas da possibilidade de contribuir com seu saber, estarão dispostas a seguir esse caminho de construção, mesmo que seja por um período de tempo, aquele necessário para o desenvolvimento de ambos.

Psicóloga - Terapeuta Familiar e de Casal
Noemi Paulina Cappellesso Finkler Noemi
CRP 08/03539

Psicóloga - Terapeuta Familiar e de Casal
Elisa Mara Ribeiro da Silva
CRP 08/03543

Falar de uma epidemia de depressão pode parecer um exagero, ou uma estratégia da indústria farmacêutica para comercializar a pílula da felicidade. Infelizmente a realidade demonstra que a depressão tem aumentado e muito na atualidade e a previsão é que continuará aumentando nos próximos anos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aposta que em 2030 a depressão será a doença mais comum no mundo perdendo apenas para as doenças cardíacas e a AIDS. Segundo estudos realizados pela Escola de Saúde Pública de Harvard e pela OMS, a depressão tem causado, além do sofrimento, grande impacto econômico, pois a pessoa acometida por este mal passa a produzir menos, faltar ao trabalho, o que em muitos casos resulta em demissão, acarretando gastos, tanto para o paciente e familiares com tratamento, quanto para a empresa com a falta e saída do colaborador. 

A depressão é uma doença silenciosa e muitas vezes as pessoas tendem a mantê-la escondida por existir enorme estigma associado a esta por grande parte do público leigo e até mesmo por uma pequena parcela de profissionais da área de saúde que ainda a veem como fraqueza ou falha de caráter. Em virtude disso, a pessoa acometida deste mal sente-se envergonhada e constrangida por sua condição demorando muito tempo para buscar ajuda profissional.
O diagnóstico da depressão não é tão simples como parece por ser diferente nas várias faixas etárias, causas e forma como se apresenta. São diversos os sintomas que podem se manifestar, tais como: mudança de humor, sentimento de tristeza e pesar, perda de interesse em atividades que achava agradável, alteração do sono (insônia ou excesso de sono), perda ou aumento de peso, choro fácil, desesperança, perda de energia e cansaço, irritabilidade, dificuldade de atenção, concentração e memorização, perda de auto estima, sentimento de culpa, redução de desejo sexual, pensamento recorrente de morte ou suicídio.
É importante a compreensão da complexidade dessa doença, para que não se acredite que “basta a pessoa querer se ajudar para sair dessa”, até porque esse entendimento simplista faz com que a pessoa se sinta ainda mais incompetente diante de incapacidade de melhorar, acentuando seus sintomas. Assim sendo, o combate a este mal se faz a várias mãos: com profissionais capacitados, sendo o psiquiatra para o tratamento medicamentoso, a fim de amenizar os sintomas; o psicólogo com a psicoterapia para que a pessoa consiga usar seus recursos emocionais para uma vida de bem estar, e ainda a compreensão dos familiares para acompanhar e auxiliar no tratamento respeitando o sofrimento, sem julgamento, servindo como aliados desses profissionais. Dessa forma, poderemos ser mais eficazes para minimizarmos esse mal.

Psicóloga - Terapeuta Familiar e de Casal
Noemi Paulina Cappellesso Finkler Noemi
CRP 08/03539

Psicóloga - Terapeuta Familiar e de Casal
Elisa Mara Ribeiro da Silva
CRP 08/03543

No mundo de relações, a complexidade da existência humana nos faz entender que para duas pessoas construírem uma vida juntas e viverem de forma saudável, somente amar não basta. As pessoas se unem para satisfazer suas necessidades não só de amor, mas também de segurança, aconchego, intimidade, sexo, enfim, além de outros tantos desejos inconscientes. Por essa razão, muitas vezes, duas pessoas que se amam escolhem viver separadas para impedir que as necessidades de uma destruam a outra, compreendendo que amar também é permitir ir.
Uma pessoa com personalidade possessiva e controladora acredita que se o outro a ama deve atender todas as suas exigências e se não o faz, não a ama. Esse excesso de controle e posse tende a abafar a individualidade e a pessoa controlada, em nome do amor, se obriga a abrir mão de seus sonhos e identidade como se morresse um pouco a cada dia. Essa dança de agradar e esperar ser agradado não consegue se manter por muito tempo, pois representa ser aquilo que não é. Nesse ritmo muita energia é despendida e a essência de cada um espera para se manifestar. No esforço de não perder a si mesmo o que se manisfesta muita vezes é uma explosão de agressividade que assusta.
Em qualquer situação ameaçadora, na tentativa de sobrevivência, duas reações se apresentam: de luta ou fuga. Para quem busca o crescimento a dois e a manutenção da relação, a luta é muito mais interna do que contra o outro. A pessoa se debate tentando entender e aceitar sua escolha. Se conseguir desenvolver o diálogo, mudar para aceitar, a compreensão proporcionará o respeito ao outro e à sua individualidade, por conseguinte, um relacionamento maduro e saudável. Porém, o mais comum é a luta contra o outro, na qual cada um busca se afirmar em sua própria visão de mundo e de relacionamento, acreditando que se mudar estará perdendo poder. A mudança para o crescimento é imprescindível. Mudar significa compreender o outro como este realmente é, sem máscara, sem fantasias, aceitar sua individualidade, seus sonhos, o que muitas vezes solicita um afastamento para reflexão. Na fuga a pessoa abandona o ser amando por se sentir incapaz de atender seus desejos, sai em uma caminhada solitária tentando culpar o outro pelo seu destino. No afastamento necessário, em uma caminhada reflexiva, busca encontrar soluções para os problemas que se apresentam, meditando entre erros e acertos.
Para que uma história possa favorecer o crescimento é importante olhar além do que se mostra. Sozinha a pessoa enxerga poucas alternativas para explorar o mundo interior e busca em outros as respostas que carrega em si. Muitos acreditam saber o que deve ser feito e apresentam respostas como: “se fosse comigo...”, “sei bem como é isso”, “já passei por isso, faça assim...” e não se dão conta que os relacionamentos são complexos e únicos, e os caminhos apresentados levam a atalhos perigosos deixando as pessoas perambulando sem encontrar saídas efetivas. O terapeuta de casal se apresenta como o profissional capaz de compreender e respeitar a história de cada um e do casal. Possui formação, conceitos e instrumentos que auxiliam encontrar caminhos a partir de um olhar de dentro para fora, não apontando, nem criticando. Possibilita o desenvolvimento da percepção que somente amar não basta. São necessários projetos, uma grande dose de paciência, capacidade de ouvir atentamente, olhar o outro como ele é e não como se quer que seja. E, principalmente, aceitar escolher o que é mais saudável para ambos: modificar-se na busca da liberdade e respeito, ou permitir que o outro vá em busca de si mesmo. E quanto ao controle, pode libertar-se e fazer também seu próprio caminho para o crescimento, para sua mudança pessoal, ou fugir, culpando e se vitimizando até achar alguém ou alguma coisa para controlar.

Psicóloga - Terapeuta Familiar e de Casal
Noemi Paulina Cappellesso Finkler Noemi
CRP 08/03539

Psicóloga - Terapeuta Familiar e de Casal
Elisa Mara Ribeiro da Silva
CRP 08/03543

Nesse momento de instabilidade econômica e política que estamos vivendo, a sensação de medo e insegurança tomam conta de um grande número de pessoas, sejam elas colaboradores ou empresários, que por não conseguirem vislumbrar o futuro sentem-se vulneráveis. Os colaboradores temem pela demissão e os empresários temem não conseguir honrar os compromissos assumidos. Ambos, diante disso, com a ideia de buscar uma saída e “salvar sua própria pele”, muitas vezes tomam atitudes individualistas perdendo o espírito de equipe. O problema é que vivemos em uma realidade interdependente e nossas atitudes, mesmo não desejando, irão interferir de alguma forma no meio que estamos inseridos.

É tempo de reinventar. Nada melhor para isso do que vencer a barreira que separa o eu do nós e criar equipes que se motivem na busca de soluções, pesquisando as necessidades do momento, vislumbrando oportunidades para evoluir nesse contexto, vencendo o medo do futuro. Pessoas conectadas sentem-se mais seguras por poder contar com outras que contribuam com ideias e visões diferentes para pensar no problema e encontrar soluções. Porém, com frequência encontramos nesses momentos pessoas que só apontam culpados e identificam vítimas e com isso perdem tempo e talento. Esses poderiam ser melhor aproveitados se utilizados para a busca de novos caminhos e criação de novos produtos e serviços que satisfaçam as necessidades da sociedade.
Em situações ameaçadoras, dois comportamentos são observados: o de luta ou de fuga. Para qualquer um destes, é importante haver uma análise. Qual a consequência da fuga? Que estratégia de luta é mais adequada? No mundo corporativo, em situações como a que vivemos, é comum as pessoas realizarem rotinas de trabalho exaustivas sem ouvir ninguém, acreditando que sozinhas vão salvar sua “pele”, mas se sobrecarregam a ponto de não poder suportar. Outros, para fugir da situação sem se importar com o que acontece com os demais tomam decisões impulsivas e embarcam em qualquer proposta nova que aparece e com o tempo encontram-se na mesma situação: frustrados e sem rumo.
Portanto, se a situação causa medo e insegurança se faz necessário uma análise do contexto com outros olhares, com pessoas que tenham conhecimento técnico para olhar de fora, com critérios e cuidados que permitam orientar para continuar na luta, ou sair na busca de novos caminhos com estratégias adequadas de intervenção.

Psicóloga - Terapeuta Familiar e de Casal
Noemi Paulina Cappellesso Finkler Noemi
CRP 08/03539

Psicóloga - Terapeuta Familiar e de Casal
Elisa Mara Ribeiro da Silva
CRP 08/03543

O Transtorno de Ansiedade muitas vezes acaba sendo confundido com ansiedade situacional e por esta razão um bom diagnóstico, com profissional capacitado, que possa indicar um tratamento eficaz ou encaminhamento para a resolução da situação que desencadeou os sintomas é imprescindível. A ansiedade é uma característica biológica do ser humano que se manifesta como uma sensação ou sentimento decorrente da excitação do Sistema Nervoso Central ao interpretar uma situação de perigo. Diante do perigo a reação de medo é inevitável, porém o medo se refere a um objeto real, palpável, já a ansiedade se refere à estímulos de características subjetivas.

Evoluímos e nos civilizamos, não temos mais predadores que ameaçam nossas vidas. No entanto, há momentos em que a pressão social se torna muito pesada com tantas exigências externas ou internas (passar no vestibular, no concurso, tirar boa nota, provas, conseguir um bom emprego, ser bem sucedido, casar, ter filhos etc...) o que faz nos sentimos emocionalmente ameaçados. Essas exigências desencadeiam sensações de medo e insegurança de não conseguir atingir o resultado esperado. Tal receio se apresenta como sintomas de ansiedade, sejam: sudorese na palma das mãos, planta dos pés, distúrbios gastro-intestinais, taquicardia, distúrbios do sono, inquietação que pode levar a pessoa a ter compulsão alimentar, uso de substâncias psicoativas ou de medicações na tentativa de aliviar tais sensações. A dificuldade para entendermos os sintomas ou a fragilidade das pessoas em enfrentá-los é que muitas vezes levam a cronificação da ansiedade. Nossa sociedade não está preparada para acolher pessoas com determinadas vulnerabilidades e tendem a isolá-las ao invés de oferecer ajuda ou encaminhamento adequado. Por esta razão o acolhimento, com respeito, por um profissional que compreenda a pessoa, seus sintomas, e a ajude a entender, aceitar e superar seus conflitos e fragilidades, possibilitando-a encontrar novos olhares para a situação que se apresenta, é que poderá lhe dar a oportunidade para que vislumbre novos caminhos e canalize sua ansiedade para atitude produtiva, dirigida para uma ação realizadora.
Não somos senhores da sabedoria de tudo que nos apresenta. Não temos a obrigação de conhecermos todas as respostas. Pelo contrário. Somos seres humanos, fragilizados por uma sociedade exigente que pouco nos tem ensinado a suportar frustrações. Precisamos aprender a lidar com nossas ineficiências. Não com justificativas. Mas com a capacidade de entender que não podemos ser tudo para todos. O medo (ou ansiedade) diante da realidade que desconhecemos e da impossibilidade de correspondermos a tantas expectativas é inevitável, nos cabe então percebermos nossas fragilidades para paradoxalmente nos fortalecermos para realizarmos os enfrentamos necessários.
Óbvio que esta tarefa não é fácil e sozinhos nos sentimos ameaçados. Portanto, o processo terapêutico, com técnicas cientificamente comprovadas e profissional qualificado, ajuda a não só entendermos nossa ansiedade, mas também não vê-la como uma vilã, e sim como uma energia que bem canalizada auxilia nosso crescimento.

A ansiedade é um sinal de alerta, de um possível perigo eminente, porém não o é perigo. Ao evitarmos a ansiedade evitamos o cuidado devido. Devemos aprender a sentir. E não nos anestesiar da realidade. Um bom profissional poderá nos acompanhar e auxiliar para uma caminhada mais segura, de um caminho nem tão conhecido, no entanto com uma bagagem melhor estruturada e orientada para o futuro a trilhar.

Psicóloga - Terapeuta Familiar e de Casal
Noemi Paulina Cappellesso Finkler Noemi
CRP 08/03539

Psicóloga - Terapeuta Familiar e de Casal
Elisa Mara Ribeiro da Silva
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