Ana Caroline Varaschin Skotki

Ana Caroline Varaschin Skotki

A terapia Cognitiva – Comportamental entende que os sentimentos são reflexo dos pensamentos que temos, ou seja, se temos pensamentos bons, nos sentimos bem. Por outro lado, se temos pensamentos ruins, podemos nos sentir mal. Os pensamentos e sentimentos diante de uma situação desencadeia o comportamento emitido pelo sujeito. Assim como um comportamento emitido por ele, poderá causar nele alguma emoção advinda da forma como ele interpreta sua atitude.
A maneira como interpretamos determinadas situações possuem origem na experiência de vida de cada sujeito, a partir da construção de crenças, sobre si, o outro e o mundo, que é desenvolvida durante a primeira infância.

Exemplo 1:
Situação: Filho de 22 anos disse que vai sair de casa.
Pensamento: Ele não gosta de mim; sou uma péssima mãe.
Emoção: Tristeza
Comportamento: Se tranca no quarto e chora
Nesta situação, a mãe possui uma crença negativa sobre si (sou uma péssima mãe), levando ela a uma tristeza, e assim ela preferirá ficar sozinha no quarto se culpando enquanto mãe.

Exemplo 2:
Situação: Filho de 22 anos disse que vai sair de casa
Pensamento: Consegui tornar meu filho um homem responsável e independente.
Emoção: Alegria
Comportamento: O abraça e se coloca a disposição para o que precisar.
Aqui a mãe, entende que seu filho já é adulto, capaz de cuidar de si e que está na hora de tomar suas próprias decisões, e que isso representa o bom papel de mãe desempenhado por ela. Dessa forma, a mãe fica feliz, conseguindo aceitar a decisão do filho e ainda se por a disposição quando ele precisar.

O papel da terapia Cognitiva-Comportamental é questionar tais pensamentos disfuncionais, a fim de levar o sujeito a refletir sobre a situação e poder interpretá-la de outra forma. O modelo da TCC irá focar na queixa trazida pelo paciente, ensinando a entender seu sintoma, aprender a questioná-lo e encontrar uma forma mais adaptativa para enfrentar a situação.

Ana Caroline Varschin Skotki
Psicóloga- CRP-08/14648

A ansiedade acontece frente a uma situação que irá acontecer. A pessoa poderá ter o comportamento de luta (enfrenta a situação) ou fuga (se afasta da situação), ou seja, ela pode acontecer como uma proteção ou defesa frente a algo ameaçador. Mas, em algumas situações a ansiedade passa a prejudicar a vida do sujeito, impedindo que ele consiga enfrentar pequenos desafios, ou tomar pequenas decisões.
A ansiedade de separação está diretamente relacionada à uma angustia frente à possibilidade de afastamento de alguém muito próximo. Sendo um tema muito discutido na fase da primeira infância, quando a criança passa a ter problemas emocionais e sintomas físicos ao imaginar o afastamento dos pais.
Na vida adulta a ansiedade de separação também existe. Ela pode acontecer nas mais diversas relações. Como por exemplo, ao imaginar o amado (a) terminando a relação; no caso dos pais, quando percebem os filhos saírem de casa para conquistar sua independência; na relação com amigos, ao sentir ciúmes por eles terem outras amizades; no caso dos filhos que possuem dificuldade de saírem de casa para tocarem suas vidas longe dos pais.
Os comportamentos apresentados pelos adultos com este tipo de transtorno de humor tendem a ser sufocante para a pessoa que convive com ele, pois o ansioso passa a ser extremamente ciumento, impedindo que a outra saia de perto, ou tenha uma vida individual à sua. São superprotetores, a ponto de querer ter controle de todas as atividades e amizades do seu parceiro.
Os sintomas da ansiedade de separação podem incluir desde estresse excessivo, preocupação, medo e dificuldade em dormir, ou até sintomas físicos como cansaço, dores estomacais, náuseas e dores de cabeça.
O primeiro passo do tratamento é identificar o sintoma e reconhecer que o ciúme e a necessidade de controlar o outro é doentio, e a partir disso é importante buscar ajuda.

Ana Caroline Varaschin Skotki
Psicóloga
CRP – 08/14648