Juliane Ozelame Ribas Mohana

Juliane Ozelame Ribas Mohana

Antes de definir o trabalho realizado pela psicologia infantil, se faz importante compreender que a infância se refere a uma concepção atual, pois na idade média, por exemplo, a criança era vista como um pequeno adulto e nenhuma exclusividade havia para esta faixa etária da vida, como vemos hoje, onde se possui brinquedos, roupas, livros, ciência e estudos diferenciados.

Foi diante da privatização dos espaços domésticos, na renascença, que a criança começa a ser vista em sua particularidade, e com o capitalismo isso se acentuou, por verem as crianças como um investimento lucrativo para o futuro, por isso investir tanto na educação destes.
Diante deste olhar diferenciado é que se desenvolvem as ciências voltadas para a infância, sendo a psicologia uma delas, que tem por intuito investigar e estudar as manifestações psíquicas da criança, abrangendo características cognitivas, físicas, linguísticas, perceptivas, emocionais, sociais, entre outras.
Ou seja, a psicologia infantil precisa levar em conta inúmeros aspectos do desenvolvimento, pois neste tempo, estes aspectos estão extremamente engendrados e um depende do outro para se desenvolver, neste sentido, é necessário estar atento a: estrutura orgânica, onde se analisa questões maturacionais e do desenvolvimento; estrutura psíquica, na qual inclui a subjetividade e a cognição; e também aos aspectos instrumentais, como linguagem, aprendizagem, psicomotricidade, hábitos da vida diária e o próprio brincar.
Mas para que isso ocorra é necessário que uma rede se forme, para que diferentes profissionais possam analisar todo este contexto que acomete a criança. Desta forma o trabalho do psicólogo infantil abrange todo o contexto que a criança está inserida, por isso a participação da família se faz fundante neste processo.
Um psicólogo infantil precisa também levar em conta o sujeito do desejo da criança e no seu trabalho a intervenção pode ser feita diante do brincar espontâneo da mesma, pois a brincadeira na infância corresponde à fantasia do adulto, ou seja, um psicólogo infantil brinca, pois, esta é a atividade por excelência da infância.
Diante de uma realidade onde a criança expõe inúmeros sintomas, a psicologia infantil vem de acordo a acolher e tentar compreender este sintoma, para que este não seja extinguido apenas por um conforto social, mas que haja um olhar para além do sintoma, que seja um olhar para o sofrimento da criança e que este sofrimento tenha um espaço adequado para ser elaborado.


Psicóloga - Especialista em Psicopatologia da Infância e Adolescência
Juliane Ozelame Mohana Ribas.
CRP 08/15864

Diante de tantas questões acerca da autorização em se pôr a falar e escrever sobre a transmissão em psicanálise, nos deparamos com os percalços de sustentar os nossos desejos e de uma prática que pressupõe um sujeito de desejo. Mas afinal, o que isso quer dizer? O que seria um sujeito de desejo ou o desejo em si? 

Numa tentativa de explicação, possivelmente falível, uma vez que, falar do próprio desejo é, no mínimo, complexo, exporemos uma metáfora acerca daquilo que concerne um dos caminhos do desejo que nos pulsa, já que ele é sempre inapreensível. Uma de nós (somos 3 a escrever), estava percorrendo o trajeto de sua casa até seu consultório, divagando justamente sobre os caminhos que fizera e as razões pelas quais escolheu, como lugar, a cidade de Cascavel/PR.
Ao narrar sobre seu percurso, outros questionamentos lhe vieram à mente: O que é um percurso? O que mais importa; o caminho ou o seu fim? O fim ou sua finalidade?
Esses questionamentos realçam a importância de falarmos e de nos implicarmos nos caminhos que escolhemos. Poder falar sobre nossas conquistas e desgraças, sobre aquele mal-estar que nos acomete toda vez que nos propormos a realizar algo ou até mesmo de fazer brotar disposição apesar de um dia intenso de afazeres. Nos dispormos a falar sobre o querer e o não querer para, posteriormente, permitirmo-nos reconhecer o que realmente desejamos. Assim, torna-se possível advir um sujeito para que esse possa, aos poucos, aceitar suas impossibilidades e que essas não sejam vistas como incapacidades, pelo contrário, é o não-poder tudo que nos permite poder algo.

Não por acaso, desejo não equivale à vontade, ele pode ser comparado a uma sala de espera, pois precisamos nos propor a estar lá (no entre) para que as possibilidades se revelem. Todavia, mesmo após realizada uma das escolhas, não haverá garantias de satisfação e plenitude ou, sequer, de respostas, o que haverá são outras novas (talvez nem tão novas assim) possibilidades, ou seja, o percurso desejante não é o fim, mas a via de acesso a uma cadeia espiral e dinâmica de desejo. Em vista disso, ou seja, por uma questão de desejo, escolhemos por reconstruir nossos espaços de escuta, na mesma cidade, por razões singulares, mas convergentes, em alguns pontos.
Em virtude do desejo de se pôr a falar, através da escrita, sobre os caminhos que optamos, a pergunta sobre seu começo circula, sem ponto de partida ou ponto de chegada, tal como o percurso desejante do sujeito. Já diria Galeano (2015): “A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos e ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Para que eu não deixe de caminhar”.
Cada uma, atravessada pelas suas histórias, seus sintomas, suas angústias, seus (des) encontros e com suas próprias questões deparam-se com esse estranhamento, tão familiar, que é se fazer desejante, cuja tarefa é tão peculiar.
Afinal, o que nos une, o acaso ou o desejo? Por que a psicanálise? Por que Cascavel?

Cheila Rotta Scheibel - Crp 08/16663
Izabele Zasso - Crp 08/24980
Juliane Ozelame Ribas Mohana - Crp 08/15864

REFERÊNCIAS:

GALEANO, Eduardo. Para que serve a utopia. Blog Conti Outra. Disponível em:< http://www. contioutra.com/para-que-serve-utopia-eduardo-galeano>. Acesso, v. 28, 2015.

A campanha “Janeiro Branco” tem por intuito estimular a população a refletir e produzir ações no campo da saúde mental e psicológica, além de incentivar as pessoas a pensarem a respeito de suas vidas, de seus relacionamentos e do que andam fazendo para serem verdadeiramente felizes.

Diante dessa temática, a principal discussão tem sido o marco da reforma psiquiátrica, onde a assistência institucional foi substituída por redes de serviços de atenção psicossocial de base comunitária. Este grande avanço permite a diminuição da discriminação, negligência e violência contra pessoas com transtorno mental, bem como consente uma reflexão ainda maior: “Como construir uma vida mais feliz?”
Por outro lado, se a felicidade entra na ordem dessa discussão é porque ela pode estar comprometida. Muitas vezes se percebe que a correria diária faz com que as pessoas esqueçam do objetivo que as levaram a ser tão aceleradas que é, paradoxalmente, o próprio desejo de conquistar a felicidade. Talvez seja do conhecimento de todos que a felicidade plena é uma utopia, mas como é possível saber o que é ser feliz quando não se pode se sentiu triste?
A Apoio Clínica Integrada, comprometida com o bem-estar das pessoas, conta com uma rede de profissionais que compreende que é possível ter momentos felizes e inesquecíveis e fazer com que a felicidade não seja apenas um período de férias.

Psicóloga - Terapeuta Familiar e de Casal
Noemi Paulina Cappellesso Finkler Noemi
CRP 08/03539

Psicóloga - Especialista em Psicopatologia da Infância e Adolescência
Juliane Ozelame Mohana Ribas.
CRP 08/15864

A campanha “Janeiro Branco” tem por intuito estimular a população a refletir e produzir ações no campo da saúde mental e psicológica, além de incentivar as pessoas a pensarem a respeito de suas vidas, de seus relacionamentos e do que andam fazendo para serem verdadeiramente felizes.

Diante dessa temática, a principal discussão tem sido o marco da reforma psiquiátrica, onde a assistência institucional foi substituída por redes de serviços de atenção psicossocial de base comunitária. Este grande avanço permite a diminuição da discriminação, negligência e violência contra pessoas com transtorno mental, bem como consente uma reflexão ainda maior: “Como construir uma vida mais feliz?”
Por outro lado, se a felicidade entra na ordem dessa discussão é porque ela pode estar comprometida. Muitas vezes se percebe que a correria diária faz com que as pessoas esqueçam do objetivo que as levaram a ser tão aceleradas que é, paradoxalmente, o próprio desejo de conquistar a felicidade. Talvez seja do conhecimento de todos que a felicidade plena é uma utopia, mas como é possível saber o que é ser feliz quando não se pode se sentiu triste?
A Apoio Clínica Integrada, comprometida com o bem-estar das pessoas, conta com uma rede de profissionais que compreende que é possível ter momentos felizes e inesquecíveis e fazer com que a felicidade não seja apenas um período de férias.

Psicóloga - Terapeuta Familiar e de Casal
Noemi Paulina Cappellesso Finkler Noemi
CRP 08/03539

Psicóloga - Especialista em Psicopatologia da Infância e Adolescência
Juliane Ozelame Mohana Ribas.
CRP 08/15864