21 Novembro 2017

O JOGO DA VIDA

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Viver nem sempre é fácil ou tranquilo. A vida, como em um jogo, apresenta etapas a serem vencidas, com acontecimentos por vezes simples e em outros momentos, mais complexos. Atitudes necessitam ser tomadas para que as etapas sejam ultrapassadas. Essas atitudes são embasadas nas competências adquiridas ao longo caminhada. Então basta dar um “start”, e a imaginação com a tecnologia permitirão brincar no jogo da vida.
Ao começar um jogo o jogador tem poucas competências e por esta razão as primeiras etapas são mais simples, “mais fáceis”. Inicia o jogo tentando compreendê-lo, buscando seu objetivo por tentativa e erro, para então, ao entendê-lo e desenvolvidas as competências necessárias, passar de fase. Quando consegue, fica feliz pela etapa vencida e segue em frente desafiando a si mesmo, sabendo que a próxima etapa será mais “difícil” e não desiste. Confiante pelas competências adquiridas e o desejo de vencer vai adiante recorrendo às aprendizagens anteriores, enfrentando as novas tarefas, que muitas vezes continuam sendo tomadas por tentativas e erros até que novos aprendizados levem a novas competências.
No Jogo da Vida é importante entender que jogo se está jogando e ter a consciência de onde se está e para onde se vai, enfrentando os desafios inerentes ao ciclo vital. Na tenra idade se tem muitos desafios desde ficar em pé, locomover-se, falar, mas se está protegido e com amparo de adultos, que supostamente nutrem afetos positivos e incentivam o seu passar de fase liberando para a fase seguinte. Vencida esta etapa inicial, vem a fase da socialização com o ingresso na escola. Nesta etapa novos desafios em grupos com pouco mais de complexidade. Aqui se faz necessário desenvolver a competência de compreender que existe outras pessoas bem diferente, com costumes e valores distintos dos seus, com atitudes variadas, agressivas ou carinhosas, amigos ou inimigos. Novas competências são necessárias, pois o jogo continua e sobreviver é preciso. Depois surge a necessidade da escolha profissional, escolha amorosa, separação dos pais para que ocorra a própria construção do ser e o jogo fica ainda mais complexo. Surgem novas ideologias que entram em choque com as que viveu em casa. É necessário desenvolver o senso crítico, tomar atitudes, a tensão aumenta, os caminhos são muitos, e as dúvidas angustiam. Por onde seguir? Busca-se informações e se arrisca ou fecha-se naquilo que melhor convém, com menos riscos? Isso vai depender de quanto o jogador é curioso ou competitivo, ou de querer se destacar ou deixar a vida levar. No entanto, não dá para parar no meio do jogo e a próxima fase traz novos desafios: vida profissional, casamento, filhos, vida econômica, etc., novas competências são exigidas e aprender o jogo é emocionante, mas também cansativo, tenso e mais do que difícil, é muito complexo. Sobretudo, o objetivo do jogo é ultrapassar todas as etapas e saber que no meio do caminho existirão obstáculos, “monstros”, “fantasmas”, “chefões” que necessitam ser decifrados e vencidos.
Como cada um tem a sua grandeza de mundo interno e a complexidade do seu existir, frequentemente necessita de momentos de parada para examinar o jogo, descobrir e escolher melhor as ferramentas e truques que pode utilizar. Assim sendo, os psicólogos possuem a bonita função de estar ao lado de tantas pessoas que buscam compreender e aceitar o desafio de seguir adiante, superando cada fase até encontrar a alegria de jogar desenvolvendo as competências necessárias, curtindo o “Jogo da Vida”!

NOEMI CAPPELLESSO FINKLER - Psicóloga – CRP - 08/03539

ELISA MARA RIBEIRO DA SILVA - Psicóloga – CRP - 08/03543