14 Setembro 2017

O Medo que paralisa.

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Medo pode ser considerado uma sensação que altera os sentimentos e emoções diante de algo ou alguma situação da vida real ou imaginária. Embora possa ser visto como um sinal de alerta ou até como forma de proteção, de forma excessiva, o medo impede de realizar qualquer tipo de ação que leve a sair da condição ameaçadora. Quando isso ocorre, necessita-se de ajuda externa para o enfrentamento, pois dependendo da intensidade do medo, este pode desencadear quadros fóbicos maiores que paralisa, pois, a angústia decorrente faz crer, com certeza, que o que sente ou pensa está preste a acontecer, aniquilando o ser.
O que a humanidade teme? Os medos são os mais diversos possíveis: de perder a segurança da situação financeira e com isso imaginar que tudo de ruim vai incidir sobre si ou às pessoas que ama; medo da morte e assim enxergar muitas situações como perigosas ou ameaçadoras, sentindo-se doente ou em risco, o que leva buscar atendimento médico, e, se este não encontra uma doença orgânica que justifique o que sente ou dá como resposta: “você não tem nada!”, o quadro de angústia aumenta levando a uma busca sem fim, de médico em médico, com a certeza que algum profissional melhor preparado irá encontrar a causa dos sintomas. Contrariamente, em algumas pessoas o pavor é tão grande, que o medo de encontrar um diagnóstico terrível as impedem de buscar um profissional aumentando o sofrimento, principalmente quando não conseguem se sentir compreendidas. Existem ainda outros medos, como o medo de catástrofe, de acidentes, de assalto, que impossibilita o andar pelo mundo e pela vida. Com isso, as pessoas não viajam, com medo do avião cair; de acidentes em rodovias, de naufrágios, ou qualquer outro medo que ameace sua vida. Certamente, os noticiários todos dias trazem realidades assustadoras levando à sensação de que nada há para se fazer diante deste mundo tão ameaçador, a não ser permanecer no conforto imóvel da segurança de sua casa, que também pode não parecer tão segura, com o medo de invasão, assalto, sequestro, então como viver? Há o medo, que parece tão inofensivo, de falar em público, apresentar trabalho na escola ou faculdade, de colocar-se em uma reunião de negócios, tudo por acreditar que as pessoas irão rir de suas colocações, e assim ser ridicularizado. Sem contar que o medo se estende para as pessoas que se ama, como filhos, esposas, maridos, pais ou amigos.
Estes são alguns medos, e você que está lendo este texto pode elencar outros e descrever as mais diversas sensações, mas também pode se perguntar: “como resolver isto se não tenho controle sobre todas estas situações?”; “como conviver com o que sinto se isso é insuportável?” ou “será que alguém pode me compreender ou ajudar?”
Em todas essas situações têm sim um profissional que pode “tratar”, explicar, ajudar com esse “nada” tão angustiante. Este profissional é o psicólogo que vai caminhar ao seu lado auxiliando a compreender este medo e buscar amenizar essas sensações, e, quando necessário, concomitante ao processo psicoterapêutico, encaminhar para o profissional da área médica para administrar alguma medicação que se faça necessária para a continuidade do tratamento psicológico. Então, não deixe que o medo lhe paralise, pois, a vida pode ser vivida em plenitude quando se compreende que qualquer situação, por mais pavorosa que seja, é apenas uma situação, logo pode ser ultrapassada quando bem encaminhada.

Psicóloga - Terapeuta Familiar e de Casal
Noemi Paulina Cappellesso Finkler Noemi
CRP 08/03539

Psicóloga - Terapeuta Familiar e de Casal
Elisa Mara Ribeiro da Silva
CRP 08/03543

Última modificação em Quinta, 14 Setembro 2017 11:21