25 Fevereiro 2015

Psicoterapia comportamental para adultos.

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No cotidiano da vida adulta existem responsabilidades de questões familiares, sociais, e, principalmente, profissionais, diferindo essa fase de outras como a infância, a adolescência e a velhice. Nessa fase, o indivíduo vive situações que consomem grande parte do seu dia com exigências que acabam por influenciar substancialmente seu emocional de diversas formas. A rotina atual toma conta de tal maneira que o tempo de reflexão sobre comportamentos e sentimentos diários acabam por se tornar naturalizados, ganhando importância secundária.
Essa rotina tem acarretado inúmeros sintomas e adoecimentos em sujeitos na fase adulta como ansiedade, depressão, fobia, síndrome do pânico, estresse, transtornos alimentares, dificuldades ao se relacionar com outras pessoas, entre outras. Também existem demandas advindas de outras áreas, presentes no curso natural da vida, como o envelhecimento, a maternidade ou paternidade, a menopausa, mudança de cargo ou emprego, mudança de cidade; a separação ou perda de entes queridos, entre outros fatores.
A psicoterapia tem como objetivo a compreensão do indivíduo e das relações que este estabelece com o mundo que o cerca, possibilitando dessa forma um maior entendimento sobre suas vivências, seus pensamentos, seus sentimentos, seus desejos e seu sofrimento, dessa forma, por meio do processo terapêutico, promover ao sujeito adulto uma vida com maior qualidade."O autoconhecimento tem um valor especial para o próprio indivíduo. Uma pessoa que se ‘tornou consciente de si mesma, por meio de perguntas que lhe foram feitas, está em melhor posição de prever e controlar seu próprio comportamento" (SKINNER, 1974, p. 31).
A psicoterapia comportamental considera que os pensamentos e sentimentos são comportamentos encobertos e podem ser atividades de um organismo como sonhar, pensar, sentir, intuir. Importa, para este estudo, que a psicoterapia comportamental devido a sua natureza trabalha primordialmente e, principalmente, com sentimentos e pensamentos. Na realidade, os clientes frequentemente vêm com a certeza de que seus problemas são causados por sentimentos e pensamentos, ou seja, as pessoas acreditam que os comportamentos encobertos são as causas de seus problemas. Por isso, uma das principais tarefas do terapeuta é conseguir levar seus clientes a perceber como seus sentimentos são apenas um aspecto a ser analisado e, como eles se relacionam a outros eventos do mundo interior e exterior. Criar condições para a discriminação das contingências que controlam os comportamentos é a condição básica para a eficácia da terapia.
O papel do terapeuta será o de criar condições para que seu cliente chegue à descriminação destas contingências e assim se torne um observador mais acurado de seu próprio comportamento. A partir do momento que adquire esta habilidade, o indivíduo estará mais apto a modificar seu comportamento e/ou ampliar seu repertório sendo mais assertivo na relação com o mundo que o cerca e, portanto, mais apto para enfrentar seu sofrimento.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS:
GUILHARDI, H.J. Auto-estima, autoconfiança e responsabilidade. Em: BRANDÃO, M.Z., CONTE, F.C.S. (Org). Comportamento Humano: Tudo (ou quase tudo) que você precisa saber para viver. Santo André: ESETec, 2002.

OTERO, V.R.L. Psicoterapia Funciona? Em: R.C. Wielenska (Org.): Sobre comportamento e cognição: questionando e ampliando a teoria e as intervenções clínicas e em outros contextos. Santo André: ESEtec, 2000.
SKINNER, B.F.. Sobre o Behaviorismo. São Paulo: Cultrix, 1974.

Paula Carolina Cardoso Brenneisen
Psicóloga – CRP- 08/21179

Última modificação em Segunda, 02 Março 2015 16:19